Energia solar barata já é uma realidade: saiba mais

Energia solar barata já é uma realidade: saiba mais

Energia solar barata já é uma realidade: saiba mais

A geração de eletricidade por meio dos raios solares é uma tecnologia que já vem sendo utilizada há alguns anos, porém, recentemente alguns avanços têm possibilitado a geração de energia solar barata.

Com isso, podemos esperar em um futuro próximo uma disseminação cada vez maior dessa tecnologia, contribuindo, assim, para uma maior proteção ao meio ambiente pelo uso de energias renováveis.

Neste post, vamos mostrar para você quais são os avanços que estão possibilitando este barateamento e o que esperar da energia solar para os próximos anos. Confira!

Os custos

Até então, os altos custos para a fabricação das módulos fotovoltaicos, responsáveis por transformar os raios solares em energia elétrica sempre foram o principal obstáculo para a popularização do uso de energia solar para a geração de eletricidade.

Para que se tenha uma ideia, no ano de 2012, o investimento para instalar todo um sistema fotovoltaico em uma residência tinha um tempo de retorno de mais de dez anos. Ou seja, levava-se mais de uma década para recuperar o valor investido por meio da economia com o uso de energia da rede de transmissão.

Outro ponto daquela época é que não havia linhas de financiamento que cobrissem tal investimento. Era necessário realizar todo o pagamento à vista, o que diminuía o acesso a essa tecnologia.

Foi divulgado um relatório no fim do ano de 2016, pelo Fórum Econômico Mundial, demonstrando que o preço da energia solar já é mais barata que o de combustíveis fósseis em 30 países, incluindo o Brasil.

Espera-se que até 2020 essa realidade tenha atingido cerca de 80% dos países, causando uma abundância energética e contribuindo para a diminuição da desigualdade social e dos impactos ambientais.

Esse seria o ano da mudança, no qual a maioria do planeta começará a abandonar o uso das energias poluidoras como gás natural, petróleo e carvão para adotar a solar.

O custo para gerar 1 megawatt/hora há cerca de 10 anos atrás era de aproximadamente R$2.000,00 reais. Hoje, está em torno de R$330,00, mais barato do que a eletricidade gerada em termoelétricas movidas a carvão.

O Instituto Escolhas criou recentemente uma plataforma online, na qual se pode simular os gastos e impactos do uso de diversos tipos de energia renováveis ou não, e observar que os raios solares são a melhor opção.

Com isso, podemos perceber que os governos e empresas já mudaram a visão acerca das energias renováveis, uma vez que podem preservar o meio ambiente e economizar recursos de uma só vez.

A queda nos preços

Agora você deve estar se perguntando o que ocasionou essa mudança, acabando por derrubar os preços da geração de energia solar a ponto de torná-la uma opção mais viável do que as fontes tradicionais de combustíveis fósseis, não é mesmo?

Uma das principais causas foi o aumento da demanda por mais energia no mundo, o que fez com que empresas e governos se voltassem para outras fontes, de preferência renováveis, que pudessem suprir essa necessidade.

Com mais incentivos e interesse da comunidade científica, novas soluções puderam ser encontradas e a tecnologia avançou como um todo, ganhando escala. Podemos dizer que a geração de energia solar ainda está em desenvolvimento e espera-se que sua eficiência aumente ainda mais.

Com novas maneiras de produzir os sistemas fotovoltaicos e com a produção em larga escala, acabou-se por conseguir baratear os custos para a sua comercialização. Com o passar do tempo, o mercado costuma amadurecer e há uma queda nos preços, e foi exatamente isso o que aconteceu com os equipamentos para a geração de energia solar.

Os desafios energéticos

Estamos vivendo um período de instabilidade energética, isso porque o grande crescimento das cidades e o aumento da população consumidora desse recurso não foram acompanhados pela geração de energia.

Assim, estamos vivendo, desde 2015, um aumento constante no valor pago em tarifas, além um sistema de bandeiras de consumo, que se altera conforme as condições de geração de energia.

Esse sistema foi montado como uma forma de inibir o desperdício e evitar que falte energia para os demais consumidores. Inicialmente eram três bandeiras, mas a necessidade fez com que o governo criasse mais uma em outubro de 2017. As bandeiras são:

  • verde ─ há condições favoráveis e não há aumento na tarifa;
  • amarela ─ condições menos favoráveis e acréscimo de R$ 0,010 reais a cada kWh utilizado;
  • vermelha 1 ─ condições custosas e acréscimo de R$ 0,030  reais a cada kWh utilizado;
  • vermelha 2 ─ condições ainda mais custosas e acréscimo de R$ 0,050 a cada kWh utilizado.

Essa solução, de tarifar cada vez mais o consumo, além de não trazer saída para o problema, ainda cria uma instabilidade, pois os consumidores não sabem quando o governo pode criar mais bandeiras ou aumentar as taxas já existentes.

A solução

Com as dificuldades encontradas no fornecimento atual de eletricidade e com os constantes aumentos na tarifa, muitas empresas estão vendo a energia solar como uma alternativa viável.

O barateamento dos equipamentos necessários ao seu funcionamento só tem contribuído ainda mais para a difusão da tecnologia e de uma busca cada vez maior por sua utilização.

Manter a autonomia elétrica garante às empresas uma maior estabilidade energética, pois têm a certeza que mesmo que a rede caia a sua produção poderá continuar.

Para as residências, temos a vantagem dos custos energéticos serem muito mais baixos. Ao instalar os equipamentos necessários para a geração da energia solar, não se está mais a mercê dos aumentos constantes das tarifas. O próprio governo já vê na geração de eletricidade por meio de placas fotovoltaicas a solução para o aumento na demanda por energia.

Minha Casa, Minha Vida

No dia 10 de agosto de 2017, o então Ministro das Cidades, senhor Bruno Araújo, anunciou o incentivo para a instalação de equipamentos para geração de energia solar em empreendimentos financiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

No dia 14 de novembro de 2017, foi publicada a Portaria nº 643/2017, beneficiando a população que se encontra em uma faixa de baixa renda, por meio do incentivo à utilização de uma energia limpa e sustentável.

Por determinação dessa portaria, quem realiza a aquisição de unidades habitacionais por meio do programa do Governo Federal poderá adquirir também um sistema de geração de energia solar em conjunto.

O valor de toda a instalação e equipamentos será financiado juntamente com a unidade habitacional, porém, não poderá representar um acréscimo de mais de R$3.000,00 ao total do financiamento.

Existem algumas especificações técnicas com relação à instalação dos equipamentos, as quais podem ser encontradas na portaria mencionada. Os interessados já podem submeter projetos ao programa desde novembro de 2017.

A energia solar barata já é uma realidade e podemos esperar que essa tecnologia difunda-se cada vez mais rapidamente no Brasil, tornando-se comum em um futuro próximo, melhorando a eficiência energética do país e garantindo o seu desenvolvimento.

E você? Já utiliza ou pretende utilizar a energia solar? Deixe um comentário neste post e compartilhe suas ideias conosco!